Khenpo Karthar Rinpotche

Anos de formação

Khenpo Karthar Rinpotche nasceu em Rabshi, no leste do Tibet, na província de Kham, no segundo mês tibetano do ano de 1924. Foi o quarto filho de uma família modesta, mas independente, de nômades. Era filho de aplicados praticantes do budismo, e seu pai lhe ensinou o alfabeto tibetano e várias escrituras. Assim ele aprendeu a ler e a escrever, e começou a memorizar os textos sagrados.


Aos doze anos, Rinpotche entrou para o Mosteiro de Thrangu, onde descobriu que seu treinamento em ler e escrever tibetano e nas escrituras havia sido uma boa preparação para os rituais e orações que se tornaram parte de sua vida monástica diária. Por seis anos, estudou e praticou neste monastério. Aos dezoito anos, ele e alguns outros monges foram enviados em peregrinação ao Mosteiro de Tsurphu, a sede de Sua Santidade o Gyalwang Karmapa, para encontrá-lo pela primeira vez.

Em outras circunstâncias os monges teriam podido receber sua ordenação guelong (votos monásticos completos) do Karmapa, mas nesta época Sua Santidade não havia ainda completado vinte anos, sendo jovem demais, de acordo com a tradição, para conceder votos de ordenação. Aos vinte anos, Rinpotche viajou para o mosteiro de Palpung, a sede das encarnações do Tai Situ, onde recebeu seus votos guelong do 11º Situ Rinpotche. Consequentemente, o lama raiz dos votos do Rinpotche é o Situ Rinpotche anterior ao presente, e ele considera o Khenpo Lodro Rabsel como seu guru raiz para os ensinamentos e filosofia do budismo tibetano.
 

Treinamento

Após sua ordenação de guelong, o Rinpotche retornou ao Mosteiro de Thrangu para o retiro da estação das chuvas, uma antiga tradição que teve origem quando o Buda Shakyamuni passou em retiro a estação das chuvas para evitar matar acidentalmente os numerosos insetos e larvas que proliferam durante este período. Depois do retiro de três meses, o Rinpotche fez um retiro solitário de um ano. Logo depois, iniciou o tradicional retiro de três anos, três meses e três dias, juntamente com nove outros retirantes, um mestre de retiro e um atendente de retiro, responsável pelo fornecimento de comida, suprimentos e outras necessidades. Estas onze pessoas foram as únicas que o Rinpotche viu durante seus três anos de reclusão e meditação intensiva no Mosteiro de Thrangu.

Ao fim deste retiro, o desejo de coração do Rinpotche era permanecer pelo resto de sua vida em retiro. Entretanto, aconselhado por seus mestres, iniciou um retiro de um ano na cabana de seu tio.


Após este ano, o Rinpotche foi aconselhado a estudar os ensinamentos mais avançados de filosofia, psicologia, lógica e metafísica budistas por Traleg Rinpotche, o abade do Mosteiro de Thrangu, por ter ele percebido que o Khenpo Khartar Rinpotche  havia obtido uma visão profunda durante seus anos de retiro. Rinpotche entrou em uma nova escola que enfatizava estes temas no Mosteiro de Thrangu, fundada para educar o Thrangu Rinpotche, que estava então na adolescência, também para os outros monges.


Cinco anos depois, aos trinta anos, completou seu treinamento avançado. Pelos próximos anos, viajou em companhia  de Thrangu Rinpotche e ambos acumularam experiência em ensinar enquanto prosseguiam com seus estudos particulares e compartilhavam de longas discussões sobre o Dharma.
 

Fuga do Tibet

Entre 1950 e 1958, a presença do comunismo chinês no Tibet trouxe mudanças políticas, econômicas e religiosas ao povo tibetano, juntamente com grandes sofrimentos e destruição generalizada de seu modo de vida. Em 1958, Rinpotche abandonou o monastério juntamente com o Thrangu Rinpotche, Traleg Rinpotche, Zuru tulku e outros monges. Apesar de muitos objetos sagrados e volumes de textos do dharma terem sido destruídos, Rinpotche pode salvar alguns.


Com poucas provisões de comida e roupas e alguns cavalos, o Rinpotche e seu grupo começaram sua longa jornada para oeste, e foram acompanhados por uma caravana de nômades com seu rebanho de carneiros. Depois de quinze dias de viagem, os Rinpotches pararam para descansar, e logo descobriram que estavam cercados pelos soldados da China comunista. Como a noite estava caindo, os refugiados tibetanos puderam escapar por um pântano próximo e prepararam três cavalos para levar  Thrangu Rinpotche, Traleg Rinpotche e Zuru Tulku. Zuru Tulku, que era o mais idoso, não podia cavalgar, então o irmão mais moço de Khenpo Karthar Rinpotche o carregou.


O grupo se dispersou e tomaram diferentes caminhos através do pântano, que era muito plano, mas cheio de ravinas e áreas onde era possível se esconder com facilidade e rapidez. No segundo dia, o Rinpotche encontrou alguns dos monges, e ficou aliviado de saber que estavam vivos e sãos. Gradualmente, o restante dos monges foram sendo encontrados, e no sétimo dia após escapar dos soldados, se reuniram aos Rinpotches. O grupo sobreviveu estes sete dias sem comida, já que a mula que levava as provisões desapareceu. Eles comiam neve, para evitar desidratação, e foram forçados a retornar ao local onde haviam sido cercados pelos soldados, para procurar comida. Os comunistas chineses já haviam ido embora, e quase nada restava, apenas alguns utensílios e um pouco de farinha.


Levando sua escassa ração de farinha, os lamas continuaram sua jornada. Com suas visões já desfocadas, estavam tão fracos que tinham que contornar mesmo as elevações mais suaves. Depois de mais uma semana de viagem, os Rinpotches encontraram um cavalo carregado de tsampa, um alimento de farinha torrada de cevada. Eles misturaram a tsampa com água, e apesar da mistura ser muito rala, não poderia ter sido mais apreciada. Alguns dias depois, os lamas encontraram alguns nômades que lhes doaram mais provisões.


Dois meses depois, sem mais sobressaltos, os lamas atingiram a área do Mosteiro de Tsurphu, não muito distante de Lassa no Tibet central. Os Rinpotches passaram um mês em Tsurphu, que ainda funcionava normalmente. Entretanto, Sua Santidade, o 16º Gyalwang Karmapa, com seu profundo entendimento e visão, estava totalmente consciente do perigo iminente. Ele falou para o grupo que eles precisavam deixar Tsurphu e continuar a jornada para o Sikkim e a Índia. Em 7 de março de 1959, Sua Santidade deu para os lamas cinco iaques e suprimentos e três dias depois eles deixaram Tsurpu. Em quinze dias eles atingiram a fronteira entre o Tibet e o Butão.

Os butaneses não deram permissão imediata para a passagem através de seu país, e assim os lamas foram obrigados a passar um mês na fronteira bloqueada, quando mais de mil tibetanos morreram de fome. Finalmente, Sua Santidade o Dalai Lama conseguiu a permissão do governo da Índia para a entrada dos refugiados. Eles receberam rações de alimentos, e os butaneses liberaram duas estradas através do Butão. Os Rinpotches viajaram até Buxador, uma cidade na fronteira da Índia com o Butão. Antigos alojamentos de prisão serviram para alojá-los, e o governo da Índia lhes forneceu alimentos.

 

Realojamento

Eventualmente, mais de 1.500 monges se reuniram em Buxador com um objetivo comum de manter e preservar o dharma, organizar uma comunidade tibetana e ensinar. O  Khenpo Karthar Rinpotche permaneceu lá por oito anos. Durante sua estadia, assentamentos para tibetanos foram estabelecidos em várias áreas da Índia, e muitos monges se realojaram nas novas comunidades. Aos poucos, foram se reduzindo as privações. Em 1967, o Rinpotche foi enviado ao Mosteiro Rumtek no Sikkim, a sede em exílio de Sua Santidade o Karmapa, onde o Rinpotche deu ensinamentos aos monges e celebrou vários rituais para as famílias budistas do local.


Menos de dois anos depois, o Rinpotche foi enviado ao Mosteiro Tashi Tcholing no Butão central. Originalmente o palácio de um antigo rei do Butão, o edifício foi oferecido pela Rainha-Avó para Sua Santidade o Gyalwang Karmapa, para ser usado como mosteiro. O Rinpotche permaneceu em Tashi Tcholing por seis meses, dando ensinamentos como khenpo visitante, e deu também ensinamentos para as monjas. De Tashi Tcholing, o Rinpotche foi para Tilopur, um mosteiro feminino em Himachal Pradesh, fundado por Sua Santidade o Karmapa. O Rinpotche permaneceu em Tilopur por um ano e então viajou para Tashi Djong, o local do mosteiro de Khamtrul Rinpotche em Himachal Pradesh.


Em Tashi Djong, o Rinpotche e mais oitocentos outros receberam a iniciação, transmissão e ensinamentos Dam-ngag-dzod de Dilgo Khyentse Rinpotche. O Dam-ngag-dzod é uma das cinco coleções de ensinamentos vajrayana do primeiro Djamgon Kongtrul Rinpotche. Depois de quatro meses em Tashi Djong, o Rinpotche retornou para Rumtek, onde permaneceu até 1975, quando foi enviado para outro monastério chamado Tashi Tcholing em Therabtse, Tashigang, Butão oriental. Foi em 1975 que Khenpo Karthar Rinpotche recebeu oficialmente o título de “Tchoje Lama” (mestre superior do dharma) de Sua Santidade, o 16º Gyalwang Karmapa.


O Rinpotche permaneceu em Tashi Tcholing apenas um ano, até ser chamado de volta para Rumtek por Sua Santidade, e solicitado a servir como abade de um novo mosteiro Karma Kagyu que ainda estava por ser construído nos Estados Unidos. Na primavera seguinte, o Rinpotche embarcava em um avião rumo a Nova York para começar uma vida diferente como professor do dharma em uma cultura e ambiente muito distantes de seu lar em Kham
 

A vida na América

O Khenpo Rinpotche chegou nos Estados Unidos logo após a chegada do Lama Ganga, outro professor Kagyu que também havia iniciado seu treinamento no Mosteiro de Thrangu, e do Yeshe Namdag, que fugiu do Tibet com o 16º Karmapa e serviou como seu assistente pessoal em Rumtek. Os três se juntaram a Tenzin Tchonyi, a quem o Karmapa havia solicitado que permanecesse na América como seu representante após a primeira viagem pelo mundo em 1974. Este grupo foi encarregado por Sua Santidade com a tarefa de estabelecer e construir um monastério para servir de sede do Karmapa na América do Norte.


O grupo se mudou para uma casa na divisa dos 375 acres de terra não cultivada no município de Putnam, Nova York, que haviam sido generosamente oferecidos ao Karmapa por C. T. Shen, um dos grandes patrocinadores do budismo na América do Norte. O Khenpo Rinpotche passou a viajar semanalmente para a cidade de Nova York para oferecer ensinamentos em um centro que estava sendo inaugurado e passou a ser chamado de New York City Karma Thegsum Tcholing (KTC). Logo após a segunda viagem do Karmapa aos Estados Unidos em 1977, novos centros da KTC se estabeleceram em Palo Alto e Santa Cruz, na Califórnia; em Columbus, Ohio; e logo em seguida em Albany, Nova York e Cambridge, Massachusetts.


Enquanto isso, continuava a busca por um local permanente para a sede norte-americana de Sua Santidade. Enquanto visitava a propriedade no município de Putnam na primavera de 1977 durante sua viagem pelo mundo, o Karmapa disse ao  Khenpo Kharthar Rinpotche que ele devia fundar um novo centro de dharma no dia auspicioso de Saga Dawa no ano seguinte (25 de maio de 1978). Estava se tornando aparente que a propriedade doada, apesar de ser uma excelente propriedade com muita beleza natural, era inadequada até para a construção de uma estrada de acesso. Por circunstâncias fortuitas, achou-se uma propriedade no topo de uma montanha, acima da cidade de Woodstock, e no começo de 1978 a casa Mead foi comprada para se tornar a sede do Karma Triyana Dharmachakra.


O Khenpo Rinpotche e os outros, agora acompanhados pelo  Bardor Tulku Rinpotche, logo se mudaram para lá e iniciaram a limpeza da propriedade. Uma templo formal foi criado no pavimento térreo da casa construída há 113 anos, para ensinamentos públicos e iniciações. Logo chegou o 25 de maio e, exatamente como o Karmapa havia previsto, foi aberta a Karma Triyana Dharmachakra em seu novo endereço como a sede norte-americana, tendo o Khenpo Karthar Rinpotche como seu abade.


Durante os primeiros anos após a fundação da KTD, o Khenpo Khartar Rinpotche continuou a supervisionar e viajar para um número crescente de centros filiados espalhados pelo país. No começo dos anos 80, já haviam sido fundados centros em Chicago, Ann Arbor, Santa Fé, Los Angeles, San Diego, Santa Bárbara, Seattle e Chapel Hill (na Carolina do Norte), para citar apenas alguns. Em 1982, o Kenpo Rinpotche embarcou em uma viagem de três semanas à América do Sul, visitando a Colômbia e a Venezuela, onde fundou mais duas KTCs. O Rinpotche continuou a fazer viagens anuais por vários anos oferecendo refúgio e dando ensinamentos para uma sangha crescente na América do Sul.No final de 1985, Khenpo Karthar novamente acompanhou Thrangu Rinpotche em uma viagem para dar ensinamentos como havia feito em seus primeiros anos no Tibet, mas desta vez visitaram os centros dos Estados Unidos. Em meados dos anos 80 haviam trinta e dois centros afiliados nas Américas do Norte e do Sul, e três em Taiwan. O Khenpo Karthar Rinpotche estava agora viajando para ensinar em todos eles a cada seis meses ou a cada ano.


Os centros de Taiwan estavam particularmente entusiasmados por receberem ensinamentos e iniciações do Rinpotche. Desde o início dos anos 80, ele fez pelo menos dez viagens ao extremo oriente, algumas delas com Thrangu Rinpotche. Durante as viagens mais recentes ele visitou uma dúzia de centros Karma Kagyu somente em Taiwan, incluindo os de Yilan, Kaoshiung, Chiayi, Tainan, Changhua, e Tapei.


Com uma base estável em Woodstock e uma agenda cheia, Khenpo Rinpotche iniciou uma tradição de ensinamentos mais longos e intensivos na KTD. Durante o verão de 1981 ele ofereceu cursos de dois meses de duração, um sobre a sadhana de Amitabha e o outro sobre o  Mahayana Uttara Tantra Shastra (A Natureza Imutável). No verão de 1983, o Rinpotche ensinou em um curso de três meses sobre “Base, Caminho e Fruição”, e em 1984 ensinou em uma série de cursos sobre “Visão, Meditação e Ação” desde fins de maio até meados de setembro, com um curso intercalado sobre o Buda da Medicina.


Em 1989, o Khenpo Rinpotche começou a diminuir a duração de seus ensinamentos anuais de verão para melhor acomodar o número crescente de estudantes vindos de cada vez mais longe. Desta forma, a tradição de ensinamentos de dez dias começou com “O Profundo Significado Interior” durante os primeiros dois verões, seguido em 1991 por “Guru Yoga de Marpa”. Os ensinamentos de dez dias continuam a se realizar anualmente ma época do feriado de 4 de julho, que coincide com o aniversário do primeiro giro da roda do Dharma dado pelo Buda Shakyamuni, uma das quatro datas mais importantes do calendário budista.


Ao longo dos anos 80, Khenpo Karthar não estava mais apenas ensinando, mas também totalmente envolvido em supervisionar as obras do novo monastério. Além de orientar a construção, equipamento, decoração e geomancia arquitetônica, ele estava envolvido em cada tarefa, desde ajudar a misturar cimento até fabricar as almofadas de meditação para as salas dos relicários, costurar as molduras de brocados em torno das thangkas da linhagem, e supervisionar a consagração de muitas da rupas.

Realizando mais completamente a visão de Sua Santidade Em 1980, o 16º Karmapa visitou Crestone, no Colorado, e recebeu a doação de duzentos acres de terra não cultivada na cadeia de montanhas Sangre de Cristo. Sua Santidade desejava ver esse local se tornar um lugar onde o dharma e a cultura tibetana fossem preservados. Sua eminência, o Djamgon Kongtrul Rinpotche visitou este local em Crestone em 1988 e encorajou a sangha a construir primeiro uma stupa, antes de iniciar qualquer outra edificação. No outono de 1989, Khenpo Karthar viajou para o Colorado para selecionar um local auspicioso e abençoar a terra na qual a Stupa Tashi Gomang seria construída.


No ano seguinte, ele retornou a Crestone com o Bardor Tulku Rinpotche para consagrar formalmente o local da stupa para que a construção pudesse ser iniciada. Durante os próximos sete anos um grupo devotado de indivíduos residentes na área trabalhou incansavelmente para levantar fundos e construir a stupa tradicional de doze metros de altura. O Khenpo Karthar Rinpotche e o Bardor Tulku Rinpotche supervisionaram todos os aspectos da construção a partir de sua base em Woodstock, em visitas ocasionais ao local.

 

Finalmente, em julho de 1996, Bokar Rinpotche, como oficiante, se uniu aos dois Rinpotches para consagrar formalmente a stupa que havia ficado pronta, juntamente com mais outros Rinpotches e lamas.
Inicialmente a propriedade no Colorado era vista como o local ideal para construir um centro para o tradicional retiro Karma Kagyu de três anos e três meses. Um elemento chave deste projeto era que o Lama Ganga seria o drubpön (mestre de retiros), mas quando ele morreu em 1988 durante uma viagem ao Tibet, O Rinpotche Khenpo Karthar compreendeu que este papel caberia a ele.


Desde que chegou aos Estados Unidos, o Khenpo Karthar Rinpotche orientou indivíduos em retiros solitários – um deles de doze anos – e duas pequenas cabines na propriedade da KTD atendiam a esta necessidade. Entretanto, com um número crescente de estudantes desejando fazer o tradicional retiro de três anos, tornou-se necessária uma instalação que fosse próxima o suficiente da KTD para permitir ao Rinpotche servir como drubpön e manter sua agenda de ensinamentos na KTD e nas KTCs. Tornou-se evidente que o Colorado seria muito distante para este centro de retiros.


Auspiciosamente, em 1989, um doador anônimo doou quarenta acres de terra no município de Delaware, em Nova Yorque, uma viagem de 1 hora e 20 minutos de automóvel a partir da KTD. Era o local perfeito para estabelecer o centro de retiros. E, 1990, o Djamgon Kongtrul Rinpotche abençoou a terra e logo após foi construída uma estrada de acesso na propriedade. Antes que chegasse o clima gelado do inverno, o Khenpo Karthar Rinpotche e o Bardor Tulku Rinpotche conseguiram abençoar a escavação do primeiro prédio do Centro de Retiros Karme Ling antes que fosse lançado concreto de sua fundação.

Mais uma vez, sob a supervisão direta do Khenpo Karthar Rinpotche, uma instalação para a prática do dharma visualizada por Sua Santidade o Karmapa se transformou em realidade. O Rinpotche supervisionou a construção de dois prédios de retiro (um para mulheres e outro para homens), uma casa “ani” para a moradia e prática de monjas, e uma casa de lamas para acomodar os Rinpotches visitantes e retiros curtos individuais. Ele providenciou a montagem de todos os detalhes interiores destes prédios, coletando pessoalmente um espantoso número de thangkas e rupas para ornamentarem cada sala de relicário. O primeiro retiro no Karme Ling começou em 23 de janeiro de 1993, seguido por um segundo em novembro de 1996. O terceiro retiro começou no dia auspicioso de Labab Dutchen nos fins de 2000 e terminou no princípio de 2004. Foi neste terceiro retiro que Lama Karma Tartchin participou como sendo o primeiro brasileiro a fazer, dentro da linhagem Kagyu, este tradicional retiro.

Retorno ao Tibet
Quase trinta anos após ter fugido de sua terra natal,o  Khenpo Rinpotche teve a felicidade de poder retornar ao Tibet. Em 1998 ele viajou ao Mosteiro de Thrangu em Kham, onde se reencontrou pela primeira vez com muitos parentes e velhos amigos. Enquanto estava lá, pode transmitir as instruções que recebeu em sua juventude para as práticas do retiro da estação das chuvas (yarney) a uma nova geração de monges, e então dirigir o retiro de um mês de duração. Ele retornou a Kham três vezes depois desta primeira visita, mais recentemente acompanhando o Thrangu Rinpotche. O Khenpo Karthar Rinpotche tem fortes ligações familiares com o Mosteiro de Thrangu, já que seu sobrinho, o quinto Tulku Lodro Nyima é o único dos quatro principais Rinpotches associados a este mosteiro a viver lá e supervisionar suas atividades atuais.


O Rinpotche fez uma terceira viagem ao Tibet em 1992, logo após da coroação de Sua Santidade, o 17º Karmapa, Ogyen Trinle Dodje no Mosteiro de Tsurphu. Diante do sagrado Djowo Shakyamuni no Templo Djokhang em Lassa, Khenpo Khartar Rinpotche participou da ordenação formal e cerimônia de refúgio de Sua Santidade, dirigido por Suas Eminências o Tai Situ Rinpotche e o Goshri Gyaltsab Rinpotche. Foi uma época auspiciosa para o Khenpo Karthar Rinpotche se reunir com Sua Santidade o Gyalwang Karmapa.

Obra

Depois de mais de quarenta anos de divulgação e ensino do Dharma fora do Tibet, Khenpo Karthar Rinpotche tem uma vasta obra publicada nas línguas inglesa e chinesa. Dezenas de seus ensinamentos dados nos últimos trinta anos na KTD e algumas KTCs foram publicados no Densal Magazine e transcritos pela Dharma Goods da KTD. Em 1992 seu livro Caminhos do Dharma, uma introdução em profundidade ao caminho do budismo tibetano foi publicado pela editora Snow Lion e em 1996, a Snow Lion publicou o comentário do Rinpotche sobre a Preciosa guirlanda do caminho supremo de Dje Gampopa com o título As instruções de Gampopa. As versões em inglês das obras publicadas do Rinpotche estão disponíveis através da livraria Namse Bangdzo.As traduções chinesas das obras do Rinpotche, publicadas em Taiwan, incluem Caminhos do Dharma, O Profundo Significado Interior, Os Quatro Dharmas de Gampopa, O Oceano do Significado Definitivo, Mulheres Iluminadas e Coleção dos Ensinamentos de Khenpo Karthar Rinpotche. Muitas destas obras se tornaram best sellers do dharma em Taiwan. Está para ser lançada uma tradução chinesa da Coleção dos Ensinamentos de Gampopa.

Como o abade do Karma Triyana Darmachakra, Rinpotche é responsável por assegurar que as preparações estão de acordo com as imemoriais tradições tibetanas quando Rinpotches e lamas ensinam na KTD. Visitantes notáveis incluem Sua Santidade o 16º Karmapa, Sua Santidade Sakya Trizin, todos os regentes da linhagem Karma Kagyu e numerosos e eminentes professores tibetanos. Por mais de três décadas, Khenpo Karthar Rinpotche orientou pacientemente uma grande variedade de estudantes ocidentais, desacostumados aos caminhos das tradições dos Himalaias. Ele transmitiu estas tradições e uma maneira que mantém grande respeito pelas tradições orais da linha de prática Karma Kagyu.

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