O Tibete possui dois calendários. O oficial é chamado de Phuk, desenvolvido por Phukpa Lhündrub Gyatso, em 1447. Dentro da linhagem dos Gyalwa Karmapas, no entanto, temos o sistema desenvolvido pelo 3º Karmapa Rangjung Dorje (1284-1339), chamado de Tsurphu ou Tsurluk.
O Tsurphu é fruto das realizações do 3º Karmapa e foi aprimorado ao longo do tempo pelos Karmapas posteriores, como o 7º, Chödrag Gyatso (1454-1406), o 8º, Mikyö Dorje (1507-1554), 15º, Khakhyab Dorje (1871-1922) e o 16º, Rigpe Dorje (1924-1981), tanto de forma direta quanto através de grandes mestres sob a supervisão destes.
Nos dois calendários o mês tem início na Lua Nova, com datas consideradas especialmente auspiciosas ou críticas para determinadas práticas. Contudo, dependendo da fonte, podemos ter orientações diferentes, como os melhores dias para a prática do Buda da Medicina ou mesmo o início do ano tibetano (losar), para citar apenas dois exemplos.
A partir deste ano a KTT passou a adotar o Tsurphu para montar a sua agenda.
Entre outras coisas, seguir o Tsurphu significa que passamos a fazer algumas práticas ao mesmo tempo que outros centros de dharma da Linhagem Kagyu ao redor do mundo, intensificando o benefício para todos os seres sencientes.
A prática do Buda da Medicina deixou de ser executada na Lua Cheia de cada mês. O Tsurphu prevê esta atividade para o 8º e o 19º dia da lua. Optamos prioritariamente pelo 19º dia, sendo que, em alguns meses, faremos no 8º - tudo será devidamente informado com antecedência.
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